I am afraid.
Eu não tenho objetivos. E quando os tenho, não consigo colocá-los em prática. Os meus antigos objetivos parecem impossiveis de se concretizarem.
Porque não dá tempo. Porque estou sempre cansada demais quando sobra um pouco de tempo.
That´s not me. Or maybe yeah, that´s me now.
On the same side I´m ashamed of my life. And I am afraid. Afraid of loosing myself in the middle of so many changes. Afraid of a "normal" life. And afraid of making changes either.
I wanna be with my kids at home. I wanna be here for them when they need me. But I want to work either, and to do my things. And I want to study more. And I want to go out, and travel. E eu quero tantas coisas que não sei se as quero, ou o quanto as desejo. I´m stuck here, inside myself. Again, again and again.
Dando tempo ao tempo (como diz minha mãe), mas desejando que esse tempo passe logo. E ao mesmo tempo tentando aproveitar cada pequena coisa boa que acontece.
Mas o inconsciente não deixa passar nada, nunca. Eu ando tão cansada. Cansada a ponto de um dia esquecer o carro aberto, de perder a chave do carro no outro dia. A ponto de esquecer a panela no fogo e quase queimar tudo. A ponto de sair pra comprar pão, e esquecer o dinheiro em casa. Meu corpo não responde, meus hormonios estão quase me fazendo explodir.
Não, não é um cansaço físico. Sinto como se estivesse carregando as dores do mundo, e as minhas também. Parece que estou ligada no automático e ja nem sinto mas as dores do corpo, porque já me acostumei a elas. Não tenho fome apesar de passar o dia sem comer.
É uma rotina. Acordar cansada porque não dormi direito. Arrumar o Gabi e levá-lo pra escola. Dar almoço pro Vi, dar banho nele. Enquanto ele cochila eu faço o que dá tempo. As vezes consigo tomar banho, parar na internet pra escrever uns emails colocar umas coisas pra baixar. As vezes da tempo de lavar um pouco da louça, colocar uma roupa pra lavar. As vezes não dá tempo. Ele já está engatinhando pela casa. Entao eu limpo a sala pra ele não sair engolindo tudo pela frente. E passo a tarde brincando com ele ou indo atraz dele. E depois já vou buscar o Gabi, leva-lo para natação, depois ajudar a fazer lição de casa. Ai já é de noite, faço a janta e... o dia acaba. Incluirei nessa rotina agora tres manhas que vou levar o gabi na Lara Mara. O final de semana é sempre uma ansiedade para ter uma diversão, ou mesmo para colocar a casa em ordem, que quando me dou conta, já está passando o Fantástico.
Se gosto da minha vida hoje? Sim, eu gosto. Nunca pude ser tao presente na vida da minha família. Nunca pude ajudar tanto o Gabriel e mesmo acmpanhar o crescimento do Vinicius. Concordo quando dizem que uma criança criada pela mãe e outra criada pela empregada são diferentes. São sim. Não estou aqui entrando na qualidade de cada criança, porque tudo é muito subjetivo e relativo. Me lembro de quando trabalhava o dia todo, fazendo muito dinheiro. Eu também era feliz por me sentir útil. Podia dedicar tempo a fazer coisas só pra mim. Podia ter uma hora só pra mim. Mas também me lembro como via pouco o Gabi, e como não conseguia participar em nada de sua vida escolar e de suas dificuldades. É uma questão profunda essa. Porque tem horas que a vida familiar me esgota. Eu me sinto vazia, como se não tivesse nada dentro, nem uma minima sombra de luz ou energia. Mas também, quando me lembro da minha vida antes, longe, lembro de como me sentia culpada e como sentia falta de poder participar mais.
Acho que "adoro" um dilema. Minha mãe gosta mais (hahahaah - interna) é verdade, mas não estou muito longe disso. Nunca estou completamente satisteifa com o que tenho, e sempre me sinto culpada por alguma coisa, só para não perder o hábito.
Ser mãe é um trabalho que ninguém vê concretamente o esforço. Mas também, hoje, ninguem lembra o quanto eu já trabalhei, o quanto já dei duro para me sustentar e sustentar o Gabi. Ninguém nunca vê nada quando é da vida do outro, porque não interessa o passado. As pessoas gostam mesmo de falar mal de alguém. Eu faço isso. Todo mundo faz isso.
Sinto uma cobrança do mundo, e minha também, para "mostrar serviço". E acho que isso que anda me cansando mais.
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Será que eu tenho sonhos? É tão importante uma pessoa ter sonhos, e estava pensando que não sei se os tenhos... Acho que, ha algum tempo, deixei de pensar nessas coisas... o máximo que tenhos sao desejos perdidos, nada pelo qual eu tenho uma grande ambição, no momento. Talvez por isso me sinto tão vazia e sem perspectiva.
Os meus possiveis sonhos são tão diferentes dos seus. Os seus sonhos são tão diferentes dos meus. Nós somos tão diferentes que me pergunto aonde isso vai dar, e me agarro a cada dia e oportunidade que temos.
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Acho que ando ouvindo Kelly Clarkson demais.