Pensando a minha vida e o mundo em silêncio. Silêncio que se transforma em palavras.

Tuesday, February 26, 2008

RIP



Gente, me mudei pra esse endereço!

http://aline.thechip.net/

Não fiquem com preguiça vai, mudem ai nos seus favoritos etc etc, me adicionem e continuem me lendo.

Até lá.

FUI

Monday, February 25, 2008

Vicio




Quando escrevi meu Tcc, na faculdade, já lá eu estava brigando com a modernidade e o pacote que vem com ela. E quem diz que é porque sou conservadora e antiga, está engando. Eu simplesmente adoro a maioria das coisas que o pacote da modernidade trouxe. Incluindo o capitalismo que tanto critico. Mas hoje eu vou só falar da tecnologia.

Eu adoro a tecnologia. Sempre achei um absurdo a gente ter que sair do carro, ou de casa, comprar uma ficha e andar até o orelhão mais próximo para simplesmente fazer uma ligação de emergência. o celular não poderia ter vindo em melhor hora. E você ter que datilograr um texto, uma hitória, e se errasse bem no final, tinha que começar tudo de novo? Pra fazer uma pesquisa tinha que fazer uma andança entre três ou quatro bibliotecas, pegar enciclopédias pesadíssimas e durante as horas de leitura não podia nem comer ou beber algo porque era proibido. O computador resolveu isso e mais um monte de outras coisas.

Sim, a tecnologia veio pra facilitar nossa vida. E eu sou a pessoa mais a favor disso. Adoro a agilidade do email, do utorrent, do acesso as noticias, enfim tudo. Mas você conhece os seres humanos? Quando nego dá a mão, a gente quer o que? O braço! E quando a gente dá o braço nego quer o que? O corpo todo.

Nós, como seres humanos somos eternos insatisfeitos por natureza. Queremos sempre melhorar tudo, mesmo aquilo que nem precisa de melhora. Estamos sempre em busca de facilitar tudo na vida. E isso é muito bom em diversos momentos. Mas tudo em exagero não faz bem. Não é a toa que vivemos o momento mais sedentário da história. As pessoas são gordas mas desnutridas! As doenças psicossomáticas nunca pipocaram tanto entre os jovens e novos adultos. As doenças do humor são uma febre, entre elas a ansiedade, depressão, transtorno do défict de atenção, bipolaridade, entre outros. Mas porque, porque se a tecnologia é tão boa pra gente???

Primeiramente porque os seres humanos se esquecem do básico. Cada animal tem as suas necessidades básicas, como alimentação, procriação, etc. E uma entre as necessiades básicas dos seres humanos está o relacionamento. Mas ai, diz você, a tecnologia incentiva e facilita os relacionamentos, certo? Certo, em termos. Porque ela também ajuda a ilusão de relacionamento. E porque tudo em exagero não é bom.

Você tem lá cem pessoas na sua lista do Msn, mais de mil amigos no orkut, quinhetos seguidores no twiter, mas, com quem de fato você se relaciona ou só tem a sensação de que se relaciona? Quantas dessas pessoas você é intimo para dividir não so as alegrias e noticias, mas também as tristezas e lamurias? Pra responder essa pergunta, basta pensar: se você morresse hoje, quem iria no seu funeral? Muito funesto? Ok, se você se casasse hoje, quem dessas pessoas convidaria para seu casamento? A lista de repente ficou bem pequena né?

É ai que entra o vicio. Usamos a tecnologia porque ela facilita a nossa vida e porque é gostoso, ou porque sentimos necessidade de usá-la?

Lacan estudou muito a questão do vazio. Nós como seres humanos lidamos a priori com o vazio da vida. Pra que nascemos e vivemos se morreremos? Simplificando, algo nesse caminho. Onde achar sentido pra fazer as coisas do dia-a-dia, dividir o que é chato e o que é gostoso fazer, sem ficar sempre de cara com o vazio? Onde encontrar sentido pro que fazemos, desde a hora que acordamos até a hora que dormimos. Pois ai entra a internet. Ela preencheu um vazio gigantesco de muitas pessoas. Se você é timido, não precisa mais ser só, não precisa mais se esforçar para fazer amizades, não precisa nem se relacionar diretamente com ninguém, a internet preenche teu vazio de N maneiras. Se você é ansioso e não aguenta ficar um minuto "sem fazer nada" (conversando, estando em compania da familia ou de amigos, isso entre outras coisas hoje é considerado não fazer nada) a internet tá ai, pra vc ficar horas com mil coisas pra fazer ao mesmo tempo. Se você não tem paciencia pra conversar porque vc nunca consegue falar e ainda tem ouvir, ao invéz de aprender a dialogar, aprender a escutar, não, usa o msn que vc tagarela a vontade e o outro também, e isso se torna uma diálogo.

Estou sendo muito radical? Não, porque acho que essas ferramentas todas também ajudam e muito. Alguns timidos começam a se relacionar pela internet, mas depois conhecem as pessoas, vão atrás do contato intimo. Muitas pessoas usam o msn para estudar, conversar com pessoas que estão longe, enfim, existem N usos bons para a tecnologia em geral. Mas chega um momento quando, duas crianças combinam de se encontrar numa lan house pra bater papo, e uma senta do lado da outra no computador, ligam o msn e começam a conversar, ai você se pergunta pra onde estamos indo...
Ou ainda uma familia que cada um tem um computador em um comodo da casa, e eles conversam mais via rede do que pessoalmente...

Em seu estudo, o Instituto de Psicologia Educacional da Universidade Humboldt, de Berlim, cita as seguintes características para se detectar a dependência da rede mundial:

1-Estreitamento da margem de comportamento

Quase todo o tempo disponível é empregado em atividades relacionadas à Internet. (Neste aspecto, contam também as muitas atividades além do tempo em que se está online, como por exemplo consertos e instalações no computador).

2- Perda de controle

Tentativas de restringir as atividades na rede fracassam. Intenções de mudar o comportamento não são concretizadas, apesar da firme vontade.

3- Perda da sensação de tempo

A expansão temporal das atividades online aumenta constantemente até ocupar completamente a cota de tempo diária que a pessoa tem à sua disposição. Com o aumento da dose, perde-se a sensação de tempo.

4-Desintoxicação psíquica

Em caso de uma interrupção temporária do uso da Internet, aparecem sintomas de desequilíbrio psíquico (nervosismo, irritação, agressividade). A isto se acrescenta um forte desejo de retomar as atividades online.

5- Conseqüências sociais negativas

Especialmente nos setores sociais "trabalho/rendimento", bem como nas relações sociais (problemas com o patrão, na escola, família, namorada, etc...)

Para o especialista O'Neill, um sinal de que uma pessoa pode estar viciada nesse tipo de coisa é o fato de ela escolher conversar por MSN, e-mail ou por correio de voz, por exemplo, em situações nas quais o contato físico, "cara a cara", seria mais apropriado.

Ele também cita como um comportamento preocupante o hábito de deixar de passar tempo com a família ou os amigos para checar o correio eletrônico, telefonar, ou usar a internet. Ou ainda a incapacidade de sair de casa sem o celular, ficar relaxado sem checar o e-mail constantemente ou parar de usar a rede.

...

Pra que estou escrevendo isso? Porque acho os seres humanos adoram um vicio. Quem não é viciado em alguma coisa?? Não estou aqui para radicalizar nem defender os extremos. Estou aqui propondo uma discussão acerca das tecnologias e do nosso futuro. Será que precisamos de um celular que tem camera, mp3, gps, acesso ao email, video, tv, etc etc? Será que precisamos checar nosso email incessantemente inclusive de noite e nos finais de semana? Será que precisamos comprar tudo que lança se o que temos já nos serve? Será que é certo ensinar nossos filhos a usar o msn, para depois larga-los numa lan house, enquanto poderiamos chamar os amigos para passar a noite em nossas casas? Será que precisamos comprar um video game individual pra cada um deles, ao invés de comprar um que sirva pra toda familia junta? Será que todos os nossos projetos de futuro, de dinheiro e de vida precisam depender de algum programa do computador?

Surpresa







Essa semana vi dois filmes que baixei por curiosidade. Achei que não iam valer nada, e me surpreenderam.

O primeiro, Martian Child, achei que seria um daqueles dramas só pra chorar e depois nem lembraria. Que nada, a história é linda, e o menino que escolheram pra fazer o papel é comovente e cativante. A história é muito bonita, e nos tempos de egoismo que vivemos, toca no fundo.

O segundo, Into the wild, é o tipo de filme que demora pra gente entrar. Nos primeiros minutos a gente pensa que vai ser um filme denso e chato. Denso ele é, mas nada chato. Conta a comovente historia real de um jovem profundo demais pro nosso tempo, que decide se aventurar na sua viagem ao Alaska para se conhecer melhor. É profundo, é comovente, um daqueles filmes que nos fazem pensar nos caminhos de nossas vidas.

E a foto real dele nos hipnotiza.

Sunday, February 24, 2008

Woody Allen

Tão poucos filmes eu vi dele, mas TODOS, todos mesmo foram fantásticos. Mas são tantas que a gente não dá conta de ver tudo. Queria ver um por dia pra poder rir e ficar maravilhada com as coisas que ele faz.

Annie Hall fala da fantástica maluquisse que são os relacionamentos, principalmente quando ambos fazem análise, hahahah! Fantástico! É de 1977 mas super atual, recomendo muito.

Match Point foi o filme que muitos assistiram e até hoje não sabem que o filme é dele. Talvez porque ele tenha a fama de fazer filme "um pouco estranhos" e esse seja um filme não tão estranho, mas Hollywoodiano. Mas a história é fantástica, de como as pessoas podem fazer tudo pra que nada dê errado nos seus planos de vida.

Scoop não achei um filme fantástico, é um filme médio, mas na linha do Match Point mas com um toque maior de Woody, se é que me entendem. Ele atua no filme, o que pra mim foi mais um motivo pra assitir, já que adoro ele atuando como ele mesmo (porque pra mim qualquer papel que ele faz é sempre muito ele mesmo).

Hollywood Ending, esse é um das listas de pérolas. Pra quem não sabe, ele adora Freud e a Psicanálise, então em grande parte dos seus filmes piadas abordando o assunto são tratados. Esse é fantástico a maneira como ele aborda a psicossomática. É uma comédia hilária, e com ele atuando, melhor ainda! Trata-se da história de um diretor que é contratao pela sua ex mulher para dirigir um filme, mas desenvolve uma cegueira psicossomática de nervoso e decide dirigir o filme mesmo assim.

Celebrity, de 1998 foi o único filme dele que vi e não gostei. Talvez eu não tenha entendido a mensagem que o filme quis passar, mas achei que tinha muito gente famoso pra pouco filme, um pouco exagerado na produção pra um roteiro não tão grande. Acho que até dormi no filme. Sim, podem me crucificar, acho que devo assisti-lo de novo, agora, dez anos depois, pra ver se entendo ou se não gostei mesmo. O filme fala, basicamentem, sobre o mundo das celebridades, o que as pessoas fazem para entrar nele e/ou se manter nele.

New York Stories, que foi escrito por ele, mas não dirigido, conta histórias que se passam em NOva York. Esse acredito ter sido o primeiro filme dele que vi, e apesar de não se nenhum espetáculo, é muito interessante.

Estou falando tudo isso porque esta saindo o novo filme dele, Cassandra's dream e estou curiosíssima pra assistir. Acabei de baixar essa sexta feita, e pela pouco crítica e muito mistério, acredito que o filme deva ser muito bom!!!!!!!

Friday, February 22, 2008

Eu e a Psicanálise

Tenho pensando muito sobre meu lugar como analista, meu lugar na psicanálise, e a intimidade do analista nos tempos da internet.

Muito se diz e não diz a respeito do sigilo analítico. Não do que se fala em análise, mas do que é a analista para seu analisando e na sua propria vida. Explico: Segundo Freud e Lacan, o ideal é que o analisando nada saiba de nossas vidas, pois, quanto mais neutros somos mais possibiltamos que o analisando nos veja como o Outro que ele deseja que sejamos, seja esse Outro qualquer figura. Assim possibilitamos a transferencia e a ánalise em si. Passamos de papéis, durante a ánalise, de mãe, pai, irmão, filhos, marido, esposa, exatamente por sermos neutros e possibilitarmos essa transferencia.

Mas algo sempre me incomodou e incomoda com isso. Primeiro porque a neutralidade é simplesmente impossivel. Por trás do analista existe um ser humano, que por mais que faça quinhentos anos de analise e supervisão, tem suas particularidades, inclusivo no tratar com os seus clientes. Assim, já acho que é impossivel ser neutro. E nisso a série In treatment (passa na HBO) fala bem. Até porque não sermos neutros ou mesmo errando também conseguimos ir adiante com a analise. E mais ainda, com diz Irvin Yalom, é errando que muitos analisando nos percebem proximos a eles, implicados em suas histórias. E se torna necessário nossa particularidade para que, em alguns casos, a transferencia se faça.

Também não podemos deixar de falar que vivemos no momento da informação. Ela esta em todos os lugares, e com a internet, se torna impossível não acessa-la. Lá, pesquisando o nome do seu analista você pode descobrir tudo o que ele anda fazendo pela internet e até em sua vida. E nos casos em que o analista consegue não usar a internet, você pode não descobrir nada sobre sua vida pessoal, mas ainda consegue saber tudo sobre sua vida profissional, com o curriculo lattes, com os congressos que participa, enfim, todo o caminho profissional que ele percorre. E, vamos ser honestos aqui, isso já não é o suficiente pra saber muito sobre ele? Podemos pensar, pelas escolhas de pesquisa que faz, que tipos de interesses tem e pra onde caminha.

Tendo acesso a tudo isso, como fica a tal neutralidade? Como fica a relação analista-analisando? A transferencia se faz? Ainda conseguimos ser aquele a quem o analisando verá o Outro que quiser?

Pois eu digo que sim. Pela minha própria experiencia de analise, e com base em alguns pesquisadores do assunto, como Irvin Yalom. Uma vez estabelecida a transferencia, (que pode ocorrer inclusive porque o analisando acha que sabe muito de você, ou porque seus interesses aparentemente cruzam com os dele) a análise é possivel.

Nem tudo é perfeito. Podemos perder clientes dependendo da informaçao que eles leem a nossa respeito. Mas mesmo antes disso já perdiamos quando estes nao tinham o "clic" com o analista escolhido, ou melhor explicando, quando, por qualquer motivo, a transferencia simplesmente não era estabelecida.

Se antes era mais fácil? Talvez, ainda não conseguimos medir o quanto as mudanças afetam o decorrer da ánalise. Mas o importante é pensar que a dificuldade de estabelecer a transferencia e mesmo deitar no divã (se livrando assim da necessidade de ter a figura do analista como Outro)acontecia antes e continua acontecendo agora, pois se trata de um processo de inicio de analise, independente do que o analisando sabe ou pensa saber de seu analista. Cabe aos analistas a função de manejar o quanto essas informações podem se tornar material de analise do analisando e não de si próprio.

Thursday, February 14, 2008

Só mais esses!

Esses me fizeram rir e achar fofo, coitados!



Meus favoritos do top 24







Nunca vou me esquecer dessa audição

Make it happen

Ah como a vida é complicada! O tempo inteiro a gente tem que decidir, escolher, dizer não, correr atrás do que passou, correr pra nçao deixar passar, mudar, crescer, amadurecer, cuidar do outro cuidando de si mesmo...

As vezes dá vontade de ter um diazinho pra não pensar em nada, não ter que fazer nada, vegetar um pouco, não ter que decidir nada ou pensar em nada. É ridiculo pensar isso e querer isso, porque geralmente quando queremos isso é porque estamos diante de um momento de decisão, e não queremos decidir. Esse seria nosso lado covarde nos cutucando pra não fazermos nada e deixar que as coisas se resolvam por si mesmo.

Por isso, não, não tem um diazinho pra não pensar. Tem que pensar sempre, tem que decidir sempre, tem que escolher sempre. Pelo menos a gente pode se arrepender pelo que tentou fazer e não por ter deixado as coisas se auto-solucionarem ou se auto-destruirem.

Cada uma...

A doutora Lorca é a intérprete de nosso tempo. Ontem, o metrô de Londres proibiu um cartaz que reproduz a pintura “Vênus” do alemão Lucas Cranach, feita há quinhentos anos atrás. O cartaz anuncia a exposição em homenagem a Cranach que será realizada pela Royal Academy de 8 de março a 8 de junho deste ano.

Então que fique estabelecido: anúncios de bebida, pode. Mulher pelada, não pode. Anúncios de cigarro, pode. Vagina à mostra, não pode. Anúncios de celular, pode. Seios à vista, não pode. Anúncios de modelos anoréxicas, pode. Coxas desnudas, não pode. Anúncios de remédios, pode. Mulher sensual, não pode. Anúncios de recrutamento militar, pode. Sexo, não pode. Mulher com véu, pode. Mulher tirando o véu, não pode. Deus o livre uma mulher sem véu!

E pensar que há mais de cem anos anunciam o fim da psicanálise, tendo em vista que “não existe mais repressão sexual”. Então, mais um adendo. Terapias cognitivo-comportamentais, pode, terapias neuro-linguísticas, pode, terapias do abraço, pode, terapias do grito, pode, terapias breves, pode. Psicanálise, não pode. A psicanálise é subversiva demais para nosso tempo. Vagina? Sexo? Diferença sexual? Feminilidade? Masculinidade? Falo? Castração? Não pode. Como afirma o comunicado do metrô de Londres, “milhões de pessoas viajam diariamente pelo metrô e não tem alternativa a não ser ver a publicidade ali colocada. Devemos ter cuidado com todos os viajantes e procurar não ofender ninguém.” (fonte: Patrícia Tubella in El País, 14/2/2008).

“Não ofender ninguém”, eis aí a norma de nossa época. Cuidado com o sexo feminino. Ele pode ofender. Agora, o assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes pela “melhor” polícia do mundo, em pleno metrô, isso não ofende ninguém. Ele era um estrangeiro. Aliás, Carnach também. Ainda por cima, alemão. Hum, alemão em Londres? Há mais coisas entre o céu e a terra…já dizia aquele poeta bem inglês. Inglês? Sem vagina à mostra? Então pode.

http://leobelferrari.blog.uol.com.br/

Wednesday, February 13, 2008

Uma história pra contar

As vezes eu paro pra pensar que, daqui uns anos, estarei velha, bem velhinha mesmo, tipo morrendo já, e será que estarei feliz com tudo que construi na minha vida? Serei capaz de olhar o passado e rir dos dramas que fazia de coisas tão insignificantes, ou mesmo perceber que os grandes sofrimentos eram na verdade somente sentimentos passageiros? Terei feito tempestade em copo d'agua?
A gente sofre por cada coisa tão imbecil, mas a gente só consegue perceber que é imbecil quando é o outro que está sofrendo, ou mesmo quando nós mesmos passamos por aquilo, e depois de um tempo percebemos que era tão pouco pra tanto drama...
Sofremos porque não podemos trocar de carro, ou porque não podemos comprar um cd, ou ainda porque não podemos participar de tal evento e fazer tal curso. Mas a verdade é, você se lembra, ha dez anos atras, porque vc estava sofrendo naquela época? Era por uma viagem, por um celular, era porque? Não parece idiota que você nem se lembre ou que lembre mas ache tão pouco? E daqui uns anos estaremos pensando assim do presente?

pensamentos aleatórios

Muitos filmes estão ai pra nos mostrar que uma simples escolha pode mudar todo o rumo de nossas vidas. Uma única escolha pode arruinar ou melhorar um vida. E não só uma vida, mas também as vidas próximas as nossas. Provavelmente esses são os filmes que eu mais gosto. É assim com Vanila Sky, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, The nines, Infidelidade, Pecado Original, entre outros.
Mas além disso, são filmes que falam também da força do amor, de como o amor pode nos salvar de certos erros, ou de como o amor de alguém por nós pode nos salvar das nossas escolhas erradas. E falam também de como a gente pode estragar de vez um amor com nossas escolhas erradas, mas sempre é possivel recomeçar.
O amor tudo perdoa? O amor nos cega e nos deixa inocentes e idiotas, ou nos deixa superior as coisas pequenas?
Acho que pra pensar essas questões, nada melhor do que pensar, por exemplo, nos amor de pai pra filho. A mãe, tudo perdoa? (sim, mesmo quando é dificil, ela é ainda a única que entende, ou tenta entender). A mãe fica cega ou é na verdade superior as coisas que o filho faz? Nenhuma mãe é cega, só finge que não vê. E pelos filhos faz tudo mesmo, tudo que for possivel. Só que nem todas mães e pais são assim. Existem aqueles que naturalmente não colocam os filhos nessa posição de amor incondicional, ou mesmo não os colocam na frente de si mesmos. São aqueles que tem dificuldade em se colocar em segundo plano. Porque pra estes, eles são mais importantes do que qualquer pessoa, em primeiro lugar sempre eles. Provavelmente porque têm uma dificuldade em perceber que não são o centro do mundo (como diria Lacan, não sao o falo nem da mãe e nem de ninguém). Assim, precisam se colocar em primeiro lugar, já que se colocar em segundeo seria como uma humilhação (tipo, nem eu me coloco em primeiro, quem me colocará?)
Dai a gente pode pensar mil coisas sobre esse tipo de pessoa na vida amorosa. Porque se pra essa pessoa se colocar em segundo lugar é intoleravel, ou humilhante, esta pessoa pode sim considerar-se incapaz de perdoar, de enxergar mais adiante, de ser maior do que as pequenas coisas. Esta pessoa achará um absurdo coisas tão menores quando se trata de amor. Esta pessoa não perdoará os minimos erros do outro, porque na verdade não perdoa a si mesmo quando erra. Não admite o erro do outro porque não admite seus proprios erros. Não consegue entender que as pessoas pensam de formas diferentes porque no seu narcisismo não consegue entender que o mundo é maior do que sua cabeça pode aguentar entender.
...
Todos deviam ler o livro O Carrasco do Amor, de Irvin Yalom. Dá pra gente tentar se colocar um pouco no lugar do outro, e ver que uma coisa terrivel, aos olhos de um, não é tão terrivel e totalmente compreensivel aos olhos do outro. E tudo tem um porque, mesmo que a gente não consiga ver. E ninguém é 100% ruim ou 100%. Só porque erra feio de vez em quando não significa que não ter carater, pelo contrário, pode ter, e muito mais do que alguém que tenta parecer ser sempre bom.

Tuesday, February 12, 2008

DR

Porque a gente fica triste, mas também fica feliz.
Porque quando uma coisa dá errado, outra dá certo.
Porque a gente chora, mas também ri.
Porque a gente erra, mas uma hora acerta.

Último Suspiro

Hoje foi o último dia de inscrição da Pós em Psicossomática na PUC.

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Mais um ano na espera do futuro.